Ministro da Economia visita a Dow Portugal e empresas do CQE e promete melhorar as tarifas de energia

Estarreja, Portugal - 22 março 2018 - A Dow Portugal e as empresas do Complexo Químico de Estarreja (CQE) receberam, no dia 13 de março, a visita do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, para conhecer de perto a relevância deste cluster da Indústria Química nacional e as oportunidades e desafios para a sua competitividade.

Composto pelas empresas CUF, Air Liquide, CIRES e Dow Portugal, o CQE é um complexo de produção petroquímica de ponta, que desempenha um papel determinante na economia portuguesa, especialmente na economia regional, nomeadamente para o município de Estarreja e para a região de Aveiro. Garante quase 500 postos de trabalho diretos, 418 milhões de euros de exportações e 209 milhões de euros para a balança comercial.

A visita do Ministro da Economia ao Complexo Químico de Estarreja teve início na fábrica da CUF, tendo sido recebido por João de Mello, CEO desta unidade e pelos executivos da Dow: Adriano Alfani, Global Business Director Polyurethanes; Jon Bilbao, Diretor Geral para Portugal e Espanha; Sandra Martins, Estarreja Site/Production Leader; Anton Valero, ex‐Diretor Geral para Portugal e Espanha e Cláudia Granadeiro Tagliavini, PA&GA Leader para Portugal e Espanha. Depois da recepção e visita à CUF, que também foi acompanhada pelo presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, e pelos diretores da Air Liquide e Cires, o Ministro visitou as quatro empresas do complexo. Vânia Martins, Production Engineer de PMDI e Production Coordinator para a fábrica de Estarreja, participou na visita guiada e explicou como a fábrica da Dow está integrada no complexo, o que produz e os produtos finais.

“É uma honra poder contar com a visita do Ministro na nossa fábrica de Estarreja que possui tecnologia de ponta para a produção de PMDI, matéria-prima fundamental para a indústria dos poliuretanos. Recentemente, ultrapassámos a capacidade nominal de produção e seguiremos investindo em melhorias tecnológicas para responder às necessidades do mercado e dos clientes, mantendo altos padrões de segurança e sustentabilidade”, referiu Jon Bilbao, Diretor Geral da Dow para Portugal e Espanha. Sandra Martins, Estarreja Site/Production Leader, também ressaltou a importância da visita. “A presença do Ministro só demonstra a importância do complexo de Estarreja para Portugal. Para a Dow foi uma oportunidade única de conversar sobre temas de extrema relevância para a nossa competitividade, como a questão do uso de energia, a distribuição energética dentro do país, assim como a questão logística.”

O impacto total do CQE na economia nacional está muito além dos seus efeitos diretos. Estima-se que a sua atividade, direta e indireta, corresponda a cerca de 940 milhões de euros de produção, o equivalente a 0,3% do total de Portugal. Mas não só. A atividade do CQE é responsável por 3 100 postos de trabalho (0,07%) e por 287 milhões de euros de valor acrescentado bruto (0,17%) – valores estes que reafirmam a importância estratégica do CQE para a economia portuguesa.

Energia e Competitividade

Durante a visita às empresas do CQE, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, disse que o Governo está a trabalhar em várias frentes para baixar os custos de energía. “É óbvio que os grandes consumidores têm tarifas de acesso muito elevadas”, reconheceu.

Na visita, o ministro ouviu comentários dos empresarios sobre os elevados custos da energia que, para alguns produtos, chegam a representar dois terços dos custos de produção. “Não estamos satisfeitos com o resultado alcançado e estamos a querer fazer mais. Estamos a trabalhar também em novas medidas que vamos lançar, como as linhas de apoio à eficiência energética, que vão ter medidas de apoio a quem transforma a sua unidade industrial no sentido de uma maior eficiência energética, apoiando esse investimento e poupando custos”, anunciou.

Manuel Caldeira Cabral salientou que o Governo vem trabalhando também nos custos gerais do sistema, com uma atenção grande aos contratos com os grandes fornecedores, no sentido de ir baixando progressivamente os custos aos cidadãos e às empresas. A visita do Ministro ao Complexo foi acompanhada por meios de comunicaçao nacionais, regionais e locais.